terça-feira, 9 de agosto de 2011

Revolta de Vila Rica (1720) e Conjuração Mineira (Inconfidência Mineira) de 1789

Revolta de Vila Rica

Revoltosos liderados pelo português Filipe dos Santos, contrários a criação de casas de fundição pela dificuldade que impunha ao comércio na região mineradora (com a criação das casas de fundição, todo ouro encontrado deveria ser levado para transformar em barras de ouro. Com isto a coroa portuguesa conseguiria controlar o ouro em circulação e cobrar o imposto - correspondente a um quinto do ouro encontrado), obrigaram o governador da capitania mineira a prometer a extinção das casas de fundição. Este, por sua vez, fingiu concordar, mas acabou por se armar posteriormente e punir os revoltosos.


Conjuração Mineira (Conhecida como Inconfidência Mineira)

Inaugura uma nova fase na história dos conflitos no Brasil. Enquanto as revoltas anteriores reivindicavam a mudança de determinada situação sem mexer na situação colonial do Brasil, a Conjuração Mineira, assim como a Conjuração Baiana (1798) irão reivindicar a independência do Brasil das mãos da coroa portuguesa. Outro fator em comum entre as duas conjurações é que ambas não chegaram a se concretizar, ficando na fase conspirativa já que os planos dos revoltosos foram descobertos antes que estes o colocassem em prática. A Inconfidência Mineira foi uma revolta planejada pela elite mineira cujo objetivo era a independência do Brasil e a criação de uma república, desenvolvimento industrial, incentivo à natalidade e agricultura, serviço militar obrigatório e criação de uma universidade. A revolta era contra a exploração cada vez maior na já decadente Minas Gerais. O movimento que iria eclodia no dia da derrama foi denunciado por Joaquim Silvério dos Reis, que fazia parte dos conspiradores. Com exceção dos delatantes, todos os representantes da elite mineira foram condenados ao degredo perpétuo. Tiradentes não teve o mesmo destino. O alferes Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, era um representantes das classes populares. Foi enforcado e esquartejado como forma da coroa intimidar futuros levantes.

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